sexta-feira, 30 de outubro de 2009

E agora, José?

(Por Eugenio, VPTM 2008)


E um dia sua jornada AIESECa acaba e você decidirá seus próximos passos... Antes, porém, é fundamental refletir a respeito da experiência: quais as grandes lições aprendidas até essa etapa @XP? Para mim, foram inúmeras: desde melhorar as habilidades de facilitação até trabalhar com/em um time virtual. Poderia gastar horas detalhando-as aqui... Porém, vou destacar três pontos de aprendizado que marcaram minha experiência:

Eu sei onde quero estar hoje: Uma pergunta ótima para desenvolver autoconhecimento (e presente em todas as postulações da AIESEC) é: PRA QUE VOCÊ QUER ISSO? Seja no processo de candidatura a presidente, seja no speech dos membros novos, a finalidade está noção de lá. Aprendi que os objetivos devem ser amplos, na proporção do meu potencial e em harmonia com minha identidade.

Tudo o que deve ser feito, merece ser bem-feito: Já que estou aqui, vamos ver o que eu tenho para fazer. Posso lhe garantir, as mensuráveis de sucesso da sua job são apenas o começo. Aprendi que é importante não só buscar excelência, mas lutar (strive) por ela nas ações diárias. Isso envolve foco, perseverança e às vezes resignação... No entanto, a sensação de realização após ver sua conquista é ótima!

Sou responsável pela minha própria felicidade: Haverá pedras no meio do caminho? Sim! E o que me faz permanecer? 1) Ter a minha noção de propósito, 2) saber que isso é minha responsabilidade e 3) Fazer isso por mim, pela minha felicidade. Para mim, a conquista da felicidade é feita de forma ativa e consciente.

E um dia sua jornada AIESECa acaba e você decidirá seus próximos passos...

Refletir é um processo constante -em algumas ocasiões doloroso-, mas consiste na base sobre a qual as escolhas se fundamentam. Refletiu sobre suas aspirações? Escolheu seu caminho, considerando os ônus e bônus que ele acarreta? Então chega de papo, mão na massa que é hora de fazer acontecer!

Concluo com a frase de uma grande amiga e mentora que conheci na AIESEC, Adriana Ferraneto:

Desejo a todos nós:

A força para perceber o sutil

A fé para acreditar no potencial que temos

E a coragem para vivermos o agora!

Espero que os próximos 16 minutos sejam inspiradores- vídeo do Alain de Botton (live-changing insights below)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Every day...

(Por Laís - LCP)

Every day, every member. A visão 2010. Acho que é realmente cada dia e cada pessoa que fazem a experiência existir e fazer sentido....

Hoje vou falar da segunda fase: o período entre o dia que eu fui eleita e quando realmente assumi a gestão.

O período de transição

Minha transição foi um pouco incomum... Participei de algumas reuniões que a Thaisinha (LCP 2008 da @VT) fez com o Rick, sucessor dela. Passei uma tarde com os EBs Outgoing e Incoming da @RJ, quando o Bê (MCPVX na época) foi passar alguns direcionamentos para eles. Em dezembro, após a CONAL, tive algumas conversas com a Nicole, LCP 2008 da @CT.

Nesse período, desde o dia da eleição até o primeiro dia de janeiro, pequenos momentos foram marcantes:

      1. As bancas de VPs e a decisão sobre quem formaria o time

      2. A mensagem de apresentação em um fórum da my@ com todos os LCPs eleitos

      3. Criar o grupo de emails do EB2009 e mandar a primeira mensagem de parabéns

      4. Enfrentar mais de 20h de ônibus novamente para vir para o Team Days de transição

      5. Uma conversa de bar sobre como eu faria nosso primeiro Team Days em janeiro

      6. As primeiras responsabilidades: decidir se o Second Round seria ainda em 2009 ou 2010, participar de chats com candidatos a MCP, acompanhar a discussão da mudança da timeline de planejamento nos CLs...

      7. CONAL. Conhecer um outro time que eu faria parte em 2009, a CSN, e entender como era o funcionamento desse grupo de pessoas que “tomavam decisões estratégicas nacionalmente”

      8. Sair gritando com outros 29 LCPs em uma festa da CONAL “It's good to be a LCP!”

      9. Receber a chave das gavetas de finanças e a senha do banco da LCP anterior e entender que dali em diante a responsabilidade era oficialmente do nosso EB

      10. Trocar a assinatura no final do email...


***

PS: Lembram de A Dama e o Vagabundo? Esse trecho, "A life's choice", é daquela nostalgia inspiradora...




"Life on a leash. Look again Pige. Look, there's a great big hunk of world down there with no fence around it. Where two dogs can find adventure and excitement. And beyond those distant hills, who knows what wonderful experiences? And it's all ours for the taking Pige. It's all ours."

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Keep walking

(Por Paula - VP IM)
Participei do Psel para entrar na AIESEC em abril de 2008 e, assim como todo outro membro, logo no primeiro dia do Discovery Days fui apresentada a um dos gráficos que nunca mais sairia da minha cabeça – o Flow de Aprendizado.


Depois de um longo dia de sessões lá fomos nós conhecer quais eram as oportunidades e o funcionamento de cada uma das etapas do Flow. Conforme caminhávamos pelo site em busca do próximo depoimento era impossível não pensar “mas como é que esse desenvolvimento é possível na prática...?” E logo em seguida, encontrando o próximo membro era impossível não ver que fazendo sentido para nós naquele momento ou não todos que estavam ali realmente acreditavam na proposta da organização.


À noite, com uma ansiedade característica de recém graduada, lá fui eu pensar no que eu ia fazer da vida e como ia fazer aquilo, seja lá o que aquilo fosse. Mal sabia eu que aquele parar para pensar ia render tanta coisa só um mês depois.


No segundo dia do Discovery Days, no meio da apresentação do EB veio de repente um clique – “Ainda está faltando VPCOM...” Desde aquele momento eu sabia que tinha decidido me postular. Depois dessa decisão vieram postulação, pinga-fogo e banca – e junto vieram perguntas, medo, preocupação e acima de tudo vontade de assumir aquele desafio!


Foi um dos primeiros e melhores passos que dei no meu caminho de AIESEC!


E você, para onde o próximo passo irá levar?


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Keep Beautiful!

(Por Gi - VP COMM)

Qual seria o significado desta frase no meu dia a dia? A vi em uma assinatura de email de uma alumnus e peguei para mim.

Na Conal de 2008, que é a conferência onde começa mesmo a sua jornada como VP, ouvi do então LCP da @ Recife as seguintes palavras “fizemos bonitinho”. Ele estava chorando, junto com o seu EB, em frente a mais ou menos 500 pessoas porque o CL de Recife havia ganhado o Philips Awards, prêmio de reconhecimento pelo CL que obteve a melhor performance do ano.

O nosso CL havia acabado de perder para Recife no Sustainability Challenge, um desafio nacional de sustentabilidade em que eu, Rê Aquino, Dê (alumnus) Bruno Volpi e Vicenzi havíamos participado ativamente. Eu estava triste pq havíamos perdido, e quando ouvi aquele “keep beautiful” vindo dele vi que na AIESEC a questão não é de perdas e ganhos, mas do crescimento incrível do caminho...para a perda (que nunca é perda) ou ganho. Tinha crescido absurdamente, feito amigos, trabalhado em time e aprendido um monte sobre responsabilidade social e sustentabilidade naqueles 4 meses de trabalho no Challenge. E era isso que importava.

Em 2009, tentamos sempre manter a regra do “keep beautiful” em nosso EB, que vai muito além da garantia dos resultados. É sobre manter a incrível beleza de ver nossos membros se desenvolvendo, nossos alumni causando impacto, pessoas viajando e contribuindo, na ida, na volta, no caminho e sempre.

Portanto, se ainda resta a dúvida de se arriscar nessa jornada doida, mas totalmente recompensadora que é ser de um EB, pense nisso. Aproveite intensamente a sua @XP, faça dela uma EXPERIÊNCIA mesmo , um laboratório de aprendizado, de perdas e ganhos, e de caminhos. Keep beautiful, and walk on!

Um vídeo para fechar!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente

(Por Laís - LCP)
Essa frase de Gandhi que marca o título do post acompanhou e marcou a minha postulação para presidente da AIESEC em Curitiba. Hoje, um ano depois, confesso que não é fácil colocar em palavras o que é a experiência de LCP, assim como talvez não seja fácil descrever algumas outras vivências marcantes pelas quais passamos.

Paixão, intensidade, dúvida, segurança, desenvolvimento, amizades, decisões, desafios, resultados, entrega. Eu poderia dividir o processo em três fases até agora:

- a decisão de postular,

- o período entre o dia que fui eleita e o dia que realmente assumi a gestão,

- a gestão de 2009 em si.

Cada uma com um gostinho diferente da outra, todas interligadas. Hoje vou falar sobre a primeira...


A decisão de postular

Confesso que eu não pensava tanto em ser LCP durante o ano passado. Principalmente, porque eu estava longe de Curitiba (em março de 2008 fui fazer um programa de Mobilidade Acadêmica pela faculdade em Vitória/ES). Em termos de AIESEC foi um ano intenso: fiz um CEED de duas semanas no Rio, fui OC da CONADE 2008, fui OCP do YouCan! e terminei o ano com um CEED em Vitória mesmo. Eu tinha muita vontade de contribuir para que a AIESEC Curitiba crescesse ainda mais e fosse um CL forte na rede, e acredito que esse desejo impulsionou muito a decisão de postular para LCP.

Preencher a postulação e me preparar para as eleições foi um grande aprendizado. Sobre mim mesma, minhas motivações e sobre a AIESEC em si. Eu tenho até hoje no meu computador uma pasta cheia de Estatutos, Regimento Interno, postulações de anos anteriores, toolkits, outputs de chats realizados e materiais diversos que eu li.


Enfim, a postulação havia sido enviada. Meu desafio era passar confiança para um comitê que tinha membros vindos de dois Processos Seletivos que ainda não me conheciam... depois de vinte horas de ônibus e mais algumas horas de perguntas a serem respondidas, veio o balde de água gelada, os abraços e o sorriso no rosto. Só quem já passou por isso sabe como é a sensação...


PS: Indico duas leituras, dos blogs dos dois últimos MCPs da @BAZI:

http://mauricio-schneider.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O que você faz hoje que vai te preparar pra amanhã?

(Por Vini - VP OGX)
Toc, toc

“Professor, posso falar rapidinho?”

“Se for rapidinho mesmo...”

“É pra falar de algo que vai mudar a vida deles!”

...

Mudou.

É interessante como acontecimentos aparentemente banais, como uma visita a sala de aula, pode fazer toda a diferença. Na época eu só queria me envolver com algo que me deixasse pronto pra ser o talento que eu queria ser. Na verdade eu não tinha a vaga idéia do talento que eu queria ser, meu objetivo de vida era bem simples: só não queria ser medíocre, e aquela AIESEC parecia um bom primeiro passo.

Essa necessidade de se destacar, de ser diferente da maioria “standard”, de mover montanhas com a angústia e energia da juventude, está naturalmente intrínseco a nós, em menor ou maior escala. Somos todos bombardeados desde o nascer: “Esse vai ser um grande médico!” ou “Que que você quer ser quando crescer?” ou talvez “Já decidiu o que vai fazer no vestibular?!” e ainda “Você se forma no final do ano, e agora?!” . É impossível fugir dessa pressão, nós sempre queremos ser o melhor que podemos, tudo com a “ajuda” dessa pressão infernal que nos sufoca em alguns momentos das nossas vidas! Mas e daí?!

A AIESEC é um exercício fácil (porém nem sempre simples!) de corresponder a essa pressão social de estar pronto pra ser o melhor que podemos ser. Se desenvolver enjoying participation, com 19 anos, sendo líder de um time (time esse que eu sou o integrante mais novo, curioso detalhe) e responsável final pela área de intercâmbios pra estudantes na cidade de Curitiba não parece oportunidade que aparece por aí. Mas não é que aparece? Se postular não é a coisa mais difícil que você consegue fazer, porque a gente tende a achar bastante complicados os primeiros passos nas nossas vidas em geral, quando não são. E olha o desenvolvimento que está a um passo atrás dessa atitude, que apareceu pra você de repente porque você estava passando na faculdade e viu um cartaz, ou então estava conversando com um amigo que conhecia a AIESEC. Ou ainda quem sabe você não estava se perguntando onde investir seu tempo ocioso numa aula chata de evolução do pensamento administrativo?!

A partir desses momentos em diante eu sei que eu mudei em tantos aspectos, que eu não sei nem por onde começar a pontuá-los. Desde que eu me postulei pro cargo de VP eu já me descobri competente em várias outras coisas, conheço mais minhas limitações e onde sei que posso ser o melhor. Sei refletir com mais segurança acerca das minhas aspirações, assumo as conseqüências de minhas atitudes, sei defender melhor meu ponto de vista, lidero causas pessoais, profissionais e acadêmicas com muito mais maestria que antes. O grande diferencial pra essas e outras causas que me deixam cada dia mais preparado pra assumir as responsabilidades que englobam o meu sonho futuro é a consciência de habilidades e reconhecer onde preciso melhorar pra seguir em frente. Isso não se desenvolve facilmente em outro lugar, por isso, bem vindo a AIESEC! No meu caso, sendo um VP já com pouca idade tive a todo momento de me questionar acerca de mim e me desafiar a cada dia. E a aventura dessa experiência é saber que não importa que você não sabe como, você vai fazer acontecer de algum jeito, e você sempre faz. E não é que às vezes você faz melhor do que achava que conseguiria fazer?! Isso também é descoberta e aprendizado.

Se eu fosse generalizar, sim, estou me preparando a cada nova experiência e contato com as pessoas que circulam minha @XP. Estou muito além em termos profissionais que muitos colegas meus de faculdade, graças a estímulos e vivências de AIESEC: Desde uma conversa cultural a respeito de como é a questão das drogas na Colombia até uma reunião de alinhamento estratégico de um processo de seleção.

Por isso tudo convido você a refletir e a se questionar: O que você faz hoje que vai te preparar pra amanhã? =)

Pra finalizar, abaixo segue um vídeo que conta sobre a angústia que vivemos atrás de estarmos prontos pra nosso futuro.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Knock, knock

(Por Ana Richter - VPICX)


Knock, knock!

Who’s there?


April, 2007

Uma jovem caloura, ainda anestesiada pela onda que é a de ingressar em uma universidade, buscando fazer parte de um grupo... um grupo de jovens mais velhos, felizes, que passeavam pela cidade com gringos legais.

Alguém que não sabia o que esperar das próximas semanas, quiçá dos próximos meses ou anos.

Que não esperaria afirmar:

“But trust me, in 3 years, when you’ll look back at photos of your team buildings and recall in a way you can’t grasp now how much possibility layed before you and how fabulous your work really looked. You achieved more than you imagine”.

Que entenderia a cada dia mais:

Don't be reckless with other people's dances.
Don't put up with people who are reckless with your randomness

Dance
Even if you have never done it before
Follow someone's the directions, even if you don't know them.”

(right, roll callholics?)

Que choraria no Baba, pensando em:

“Risk
Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life.

...The most interesting LCP's I knew didn't knew what they wanted to with their LC's
Almost every MCP that I know didn’t knew they wanted to be MCP some day”

Que refletiria e entenderia de forma tão intensa:

“Understand that people come and go, but some precious few should stay.”

Sabendo que “stay” não significa estar ao seu lado, nem sequer na sua cidade ou país.

...E na AIESEC parece tão fácil encontrá-las.

Knock, knock!

Who’s there?

October, 2009

É a Ana, a mesma Ana de antes.
(quem diria, caloura também)

Mas que se vê colando as seguintes frases em um blog,

(e ainda refletindo com certo incomodo a nuança ali presente):

“Enjoy the experience.
In every way you can.
I know that some people go further.
But it's only yours and no one will live it for you.”

E tudo isso faz parte da minha vida. Do meu desenvolvimento.

PS:

“Maybe you'll dance the tunack-tunack on the 50th anniversary.
Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either.
Your choices are half chance.
So are everybody else's.”


Quem sabe? Daqui uns anos volto e conto essa.